A Humanamente já tem dois labirintos no seu portfólio com dois níveis de dificuldade, mas que não são em papel.
Agora vamos ter mais 20 labirintos que compõem o nosso terceiro ebook. Veja aqui a história da criação deste novo ebook:
Não conseguimos “descobrir” de imediato tudo aquilo de que as pessoas gostavam.
O que faziam antes de vir a lesão? A doença? A idade?
Quem são elas hoje? Gostam do mesmo? São capazes de fazer a mesma coisa? O que as motiva? O que lhes ilumina o dia?
Desta vez construímos um novo ebook “só” porque um cliente nos disse : ” Eu sempre gostei de fazer labirintos por causa do desafio”. Esta frase diz-nos duas coisas, não só esta pessoa gosta de labirintos, mas também gosta que as atividades tenham algum grau de desafio!
Quando pensa nas atividades que vai propor às pessoas com quem trabalha, que critérios tem? Faz a seleção baseado apenas no que a pessoa é capaz de fazer? Ou tem em conta mais variáveis?
Agora imagine as pessoas com quem trabalha diariamente, será que sabe ( saber mesmo, não o que ouviu dizer ou que acha, pelo que conhece) o que constitui um bom desafio para cada um deles? E porque é que isto é importante?
O psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi desenvolveu a Teoria do Flow, onde o descreve como um estado de envolvimento profundo numa atividade, no qual a pessoa se encontra totalmente concentrada no que está a fazer, com uma sensação de fluidez, controlo e satisfação intrínseca. Neste estado, a atenção está orientada para a experiência presente e produz uma sensação de bem-estar.
O flow tende a surgir quando existe um equilíbrio entre o nível de desafio da atividade e as competências da pessoa: desafios demasiado elevados podem gerar ansiedade ou frustração, enquanto desafios demasiado reduzidos podem conduzir ao desinteresse ou tédio.
No contexto das atividades e da estimulação cognitiva, esta perspetiva reforça a importância de propor experiências significativas, suficientemente desafiantes e ajustadas às capacidades de cada pessoa. O objetivo não deverá ser apenas completar corretamente uma tarefa, mas criar condições para que a pessoa se envolva, mobilize as suas competências e experimente interesse, prazer e uma sensação de realização. Isto implica ajustar gradualmente a dificuldade, proporcionar objetivos claros e feedback compreensíveis e, sobretudo, evitar tanto atividades excessivamente exigentes, que podem acentuar a experiência de insucesso, como propostas demasiado simples ou infantilizadas, que podem comprometer o envolvimento e o sentido atribuído à atividade.
Sim, saber o que constitui um bom desafio para cada uma das pessoas com quem trabalhamos, é importante, isto se quisermos ter um impacto positivo nas suas vidas.
Eu sempre gostei de labirintos por causa do desafio


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