Escolhi a capa do ebook :” Os cinco pilares de uma relação de cuidar com bem-estar” para ser a imagem deste artigo por quero escrever sobre conexão e autenticidade.
Hoje vendi um Plano de Bem-estar em demência, versão ERPI. A cliente ligou-me devido a umas questões técnicas e estivemos a conversar um bocadinho. Eu, claro que não resisti a explicar-lhe como poderá usar o ebook e ela, generosa e paciente, ouviu-me.
Um dos exemplos que dei foi o da utilização de babetes nas ERPI. É algo que marca qualquer um: Entrar numa sala de refeições, enquanto decorre um almoço ou jantar. Marca e não é pela positiva. O colocar babetes ” a eito”, é uma prática comum nos nossos lares. Uma ajudante que percorre todos os pescoços de forma automática, no início e no fim de qualquer repasto, muitas vezes acompanhando este gesto mecânico com uma frase simpática : “Vá que é para não se sujar todo”…..
Estava a dar a dica à cliente generosa para, quando criar o seu próprio calendário, colocar a frase: ” Eu hoje protegi a roupa de uma pessoa condignamente” . A cliente…pergunta, e como ? Como podemos fazer isso? Se tiver algum ideia…porque eu quando coloco os babetes sinto-me desconfortavel e nem digo a palavra babete. Se a si lhe custa dizer…imagine o quanto custa ter que o usar….respondo eu!
A partir daí vieram as ideias, a possibilidade de envolver os residentes num atelier de costura, as memórias da casa dos avós em que até tínhamos porta guardanapos personalizados…..
Quando a tarefa ( neste caso proteger a roupa ou comer) deixa de ser automática e começa a ser vista como um momento, um encontro, uma memória…as ideias fluem, as ações estão alinhadas com os nossos valores e o bem-estar e a saúde instalam-se.


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